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UM RITUAL EM VALÊNCIA.

As festas de Valência, na Espanha, têm um curioso ritual, cuja origem está     na antiga comunidade dos carpinteiros.
Durante o ano inteiro, artesãos e artistas constroem gigantescas esculturas de madeira. Na semana de festa, levam estas esculturas para o centro da praça principal: as pessoas passam, comentam, se deslumbram e se comovem diante de tanta criatividade.
Então, no dia de São José, todas estas obras de arte – exceto uma – são queimadas numa gigantesca fogueira, diante de milhares de curiosos.
“Por que tanto trabalho à toa?”, perguntou uma inglesa ao meu lado,     enquanto as imensas labaredas subiam aos céus.
“Você também vai acabar um dia”, respondeu uma espanhola. “Já imaginou se, neste momento, algum anjo perguntasse a Deus: ‘por que tanto trabalho à toa?’”
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VENCENDO APENAS UMA NOITE.

Aos 12 anos, Milton Ericksson foi vítima da poliomielite. Dez     meses depois de contrair a doença, escutou um médico dizer a seus pais: “seu filho não passa desta noite”.
Ericksson ouviu o choro de sua mãe. “Quem sabe, se eu passar desta noite,     ela talvez não sofra tanto?”, pensou. E decidiu não dormir até o dia amanhecer.
De manhã gritou: “Ei mãe! Eu continuo vivo!”
A alegria em casa foi tanta que, a partir daí, resolveu resistir sempre mais uma noite, para adiar o sofrimento dos pais.
Morreu em 1990, aos 75 anos, deixando uma série de livros importantes sobre a enorme 
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QUAL O MAIOR LUXO?

Ao lado do mosteiro de Ibak, vivia um sábio sufi, excelente negociante, que terminou por acumular uma grande riqueza.
Um visitante do mosteiro, ao ver os custos altíssimos dos trabalhos de renovação do templo, disse para quem quisesse escutar:
“Eis que os caminhos da sabedoria se transformam na estrada da ilusão! Encontrei alguém que diz procurar a verdade, e, no entanto está podre de rico!”
As palavras terminaram chegando aos ouvidos do sábio.
Quando lhe     perguntaram o que tinha a dizer, ele comentou:
“Eu achava que possuía tudo, e acabo de descobrir que me faltava uma coisa. Agora sei que sou realmente um homem rico, porque consegui o luxo mais sofisticado”.
“E qual é o luxo mais sofisticado?”, quis saber um dos monges.
“É ver alguém sentindo inveja de você”.
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DAS NOSSAS POSSIBILIDADES.

Anoto no meu computador algumas palavras de K. Casey, que li em uma revista no avião.
“Como a raça humana é curiosa – tão parecida e tão diferente! Somos capazes de trabalhar juntos, construir as pirâmides do Egito, a Grande Muralha da China, as catedrais da Europa e os templos do Peru. Podemos compor músicas inesquecíveis, trabalhar em hospitais, criar novos programas de computador”.
“Mas, em algum momento, tudo isto perde seu significado, e nos sentimos sós, como se fizéssemos parte de um outro mundo, diferente daquele que ajudamos a construir”.
“Às vezes, quando outros precisam de nossa ajuda, ficamos desesperados porque isto nos impede de aproveitar a vida. Outras vezes, quando ninguém precisa de nós, nos sentimos inúteis”.
“Mas somos assim, seres humanos complexos, que agora estamos começando a nos entender; não vale a pena se desesperar por causa disso”.
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OS FRUTOS DO CORAÇÃO HUMANO.

A tradição sufi conta a história de um rei que procurava bons pintores para decorar o seu palácio. Duas equipes – uma grega e uma chinesa – compareceram com seus melhores artistas, tentando conseguir um trabalho que renderia milhares de moedas de ouro.
Como teste, o rei pediu que cada uma decorasse uma parede de uma das salas. Para que um grupo não visse o trabalho do outro, escolheu paredes opostas e colocou uma cortina no meio.
Os chineses pintaram a sua com o maior cuidado, enquanto os gregos apenas poliam sem parar a superfície da outra. Chegou finalmente o dia em que o rei resolveu remover a cortina, e comparar os resultados.
De um lado viu a bela pintura chinesa. Na outra parede, que havia sido polida até transformar-se num espelho, o rei também viu a bela pintura chinesa – mas com sua própria imagem no meio.
- Este é melhor – disse o rei. E os gregos ganharam o emprego, porque souberam lidar com a vaidade alheia.
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ALGUÉM CHEGA DE MARROCOS.

Alguém chega de Marrocos e me conta uma curiosa história sobre como certas tribos do deserto vêem o pecado original.
Eva passeava pelo Jardim do Éden, quando a serpente se aproximou.
“Coma esta maçã”, disse a serpente.
Eva, muito bem instruída por Deus, recusou.
“Coma esta maçã”, insis¬tiu a serpente, “porque você precisa ficar mais bela para o seu homem”.
“Não preciso”, respondeu Eva. “Porque ele não tem outra mulher além de mim”.
A serpente riu:
“Claro que tem”.
E como se Eva não acreditasse, levou-a até o alto de uma colina, onde     existia um poço.
“Ela está dentro desta caverna; Adão escondeu-a ali”.
Eva debruçou-se e viu, refletida na água do poço, uma linda mulher. Na mesma hora comeu a maçã que a serpente lhe oferecia.
Segundo esta mesma tribo de Marrocos, volta ao Paraíso todo aquele que se reconhece no reflexo do poço, e não teme mais a si mesmo.
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REFLEXÃO.

Adaptado do livro de Thich Nhat Hanh (“Vivendo Buda, Vivendo Cristo”, Ed. Rocco):
“Em toda tradução religiosa existe uma prática de devoção, e outra de transformação. Devoção significa confiar mais em nós mesmos, e no caminho que seguimos. Transformação é praticar as coisas que este caminho nos impõe.
“Quando você diz: ‘Estou determinado a estudar medicina’, esta frase exerce um impacto na sua vida, mesmo antes de se matricular numa escola. Você vê este passo como algo positivo, e quer avançar em direção a ele. O mesmo acontece em qualquer tradição religiosa.
“A chave é a plena coincidência. Quando você bebe um copo d’água profundamente, com todo o seu ser, a iluminação está presente em sua forma inicial. Estar iluminado, sempre significa ter a visão clara a respeito de alguma coisa”.
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QUANDO OS ANJOS FALAM. UMA VERDADE!!!!


Ninguém é corajoso todo tempo. O desconhecido é um desafio constante, e o medo faz parte da jornada.
O que fazer? Converse consigo mesmo. Fale sozinho. Converse com você, mesmo que os outros achem que você ficou louco. À medida que falamos, uma força interior nos dá segurança para superar os obstáculos que precisam ser vencidos. Aprendemos as lições das derrotas que – inevitavelmente – vamos sofrer. E nos preparamos para as muitas vitórias que farão parte de nossa vida.
E aqui entre nós, aqueles que têm este hábito (entre os quais me incluo) sabem que jamais estão falando sozinhos; o anjo da guarda está ali, escutando e nos ajudando a refletir.
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O CRESCIMENTO CONSTANTE.


A vida é desenvolvimento.
Para atingir isso, suba as montanhas altas e desça até os vales profundos de sua alma.
Inspire e sinta que está sugando para dentro de si tudo o que existe nos céus e na Terra.
Expire e sinta que o ar que sai do seu corpo carrega a semente da fecundidade, e irá fazer a humanidade ser mais verdadeira, melhor, e mais bela.
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A CULTURA E A CONTEMPLAÇÃO.

A tradição sufi nos conta a história de um filósofo que cruzava um rio em um barco. Durante a travessia, procurava mostrar sua sabedoria ao barqueiro.
- Você conhece os textos de Horbiger?
- Não – respondeu o barqueiro. – Mas conheço o que a natureza me ensinou para desempenhar bem o meu trabalho.
- Pois saiba que perdeu metade de sua vida!
No meio do rio, o barco bateu numa pedra, e naufragou. O barqueiro nadava para uma das margens, quando viu o filósofo se afogando.
- Não sei nadar! – gritou ele desesperado. – Eu lhe disse que havia perdido metade de sua vida por não conhecer Horbiger, e agora perco a minha vida inteira por não entender coisas tão simples como as correntezas de um rio!
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OS HOMENS DE MÁ VONTADE.

A seguinte oração foi encontrada entre os pertences pessoais de um judeu, morto num campo de concentração:
“Senhor: quando vieres na Tua glória, não te lembres apenas dos homens de boa vontade. Lembra-te também dos homens de má vontade.”
“E, no dia do Julgamento, não Te lembres apenas de suas crueldades, sevícias, e violências: lembra-te também dos frutos que produzimos por causa do que eles nos fizeram. Lembra-te da paciência, da coragem, da confraternização, da humildade, da grandeza de alma e da fidelidade, que nossos carrascos terminaram por despertar em nossas almas.”
“Concede então, Senhor, que os frutos por nós produzidos possam servir para redimir os homens de má vontade.”
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A ESSÊNCIA DA LIBERDADE.


A reflexão é de Viktor E. Frankl:
“Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha nazista, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas me ensinaram uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última de suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino”.
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PÉRSIA: O HOMEM COMO ALIADO DO BEM.

A primeira história que se tem notícia sobre a divisão entre ‘bem’ e ‘mal’, nasce na antiga Pérsia:
O deus do tempo, depois de haver criado o universo, dá-se conta da harmonia à sua volta, mas sente que falta algo muito importante – uma companhia com quem desfrutar toda aquela beleza.
Durante mil anos, ele reza para conseguir ter um filho. A história não diz para quem ele pede algo, já que é todo poderoso, senhor único e supremo; mesmo assim ele reza, e termina engravidando.
Ao perceber que conseguiu o que queria, o deus do tempo fica arrependido, consciente de que o equilíbrio das coisas era muito frágil.
Mas é tarde demais, seu filho já está a caminho; tudo que ele consegue com seu pranto é fazer com que o filho que trazia no ventre se divida em dois.
Conta a lenda que da oração do deus do tempo nasce o Bem (Ormuz), do seu arrependimento nasce o Mal (Arimã) – irmãos gêmeos.
Preocupado, ele arranja tudo para que Ormuz saia primeiro do seu ventre, controlando o seu irmão, e evitando que Arimã cause problemas ao universo.
Entretanto, como o Mal é esperto e capaz, consegue empurrar Ormuz na hora do parto, e nasce primeiro.
Desolado, o deus do tempo resolve criar companheiros para Ormuz: faz nascer a raça humana, que lutará com ele para dominar Arimã, e evitar que o Mal tome conta de tudo.
Na lenda persa, a raça humana nasce como aliada do bem, e segundo a tradição, irá vencer no final.
Outra história sobre a divisão, entretanto, surgem muitos séculos depois, desta vez com uma versão oposta: o homem como instrumento do mal.
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PARANDO DE REPENTE.


A jornalista Belisa Ribeiro estava se maquilando para ir a uma festa, quando de repente parou o que estava fazendo, e se olhou no espelho.
-Eis como eu me vi – conta ela. – Tentava equilibrar nas mãos o batom, o delineador, o blush, o rímel. Fiquei pensando: por que estou agindo assim? Por que seguro tantas coisas, se só posso usar uma delas de cada vez?
“Coloquei tudo na penteadeira, e recomecei de novo. Procurei me lembrar de tantas vezes na minha vida em que agi deste modo – vivendo um momento e pensando em outro, ficando estressada com coisas que tinham dia e hora certos para serem vividas. A partir daquele momento, eu prometi que cada minuto de minha vida teria sua própria benção, e eu estaria completamente concentrada nela”.
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ENTREGANDO O OUTRO PÉ.


A história nos é contada por C. Fadiman:
Certa vez, ao tomar um trem no interior da Índia, Gandhi tropeçou no degrau e deixou cair a sandália de seu pé direito. Neste mesmo instante, o trem começou a mover-se, e ele não pôde recuperá-la.
Diante de todos os presentes, retirou a sandália do pé esquerdo e atirou-a pela janela.
“Por que você fez isto?”, perguntou um oficial inglês.
“Uma sandália sozinha não serve para nada. Nem para mim, nem para quem achar a que caiu do trem. Agora, pelo menos a pessoa pode ficar com o par completo”.
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APROVEITANDO A SORTE... QUANTA VERDADE!!!

A história é baseada num conto de Sa’di de Shiraz, no livro Gulistan (O jardim de flores)
Um rei da Pérsia tinha mandado fazer um anel com uma pedra preciosa engastada. Certa tarde, entediado com a vida foi para a mesquita Musalla, perto de Shiraz, ordenou que seus soldados colocassem o anel no alto de um grande poste de madeira, e convocou a população.
“Quem conseguir atirar uma flecha que passe pelo centro do anel, irá ganhá-lo de presente, junto com mais cem moedas de ouro”.
Quatrocentos arqueiros ofereceram-se para atirar suas flechas. Todos o fizeram. E todos erraram.
Perto dali, um jovem estava brincando com seu arco, quando uma das flechas desviou-se com o vento e foi até a mesquita, atravessando o centro do anel.
O rei entregou-lhe a joia, as moedas de ouro, e seus cortesãos o encheram de presentes. Assim que o jovem saiu do palácio, a primeira coisa que fez foi queimar o seu arco e suas flechas.
“Por que você está fazendo isso?”, perguntou um nobre que passava.
“Porque um homem tem que entender que às vezes a sorte lhe bate à porta, mas não deve tentar deixar que ela o engane, e termine convencendo-o de que ele tem talento”.
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ESQUECENDO A MAGIA.

A gaivota voava por cima de uma praia, quando viu um gato, e imediatamente apaixonou-se por ele. Desceu dos céus, e perguntou:
- Onde estão suas asas?
Cada bicho fala apenas um idioma, e o gato não entendeu o que ela dizia; mas notou que o animal a sua frente tinha duas coisas estranhas saindo de seu corpo. “Deve sofrer alguma doença”, pensou o gato.
A gaivota percebeu que seu novo amado a olhava fixamente:
- Pobrezinho! Foi atacado por monstros, que lhe deixaram surdo e roubaram suas asas.
Compadecida, pegou-o em seu bico, e levou-o para passear nas alturas.  “Pelo menos ficamos juntos algum tempo”, pensava, enquanto voavam. Mas como não conseguiu – por mais que tentasse – demonstrar seu amor, ela o deixou no chão, e partiu em busca de alguém que a compreendesse melhor.
O gato, durante alguns meses, tornou-se uma criatura profundamente infeliz: tinha conhecido as alturas, visto um mundo vasto e belo, encontrado uma companheira. Mas, com o passar do tempo, voltou a se acostumar com o que era, concluiu que não tinha nascido para ir tão longe em seus sonhos, e nunca mais desejou que algo de bom lhe acontecesse na vida, pois isso o fazia sofrer muito.
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A FLECHA.


A flecha é a sua intenção. É o que une a força do arco com o centro do alvo.
A intenção do ser humano tem que ser cristalina, reta, bem equilibrada.
Uma vez que ela parte, não voltará, então é melhor interromper um processo – porque os movimentos que o levaram até ele não estavam precisos e corretos – do que agir de qualquer maneira, só porque o arco já estava retesado e o alvo estava esperando.
Mas jamais deixe de manifestar sua intenção se a única coisa que o paralisa é o medo de errar. Se fizer os movimentos corretos, abra sua mão e solte a corda, dê os passos necessários e enfrente seus desafios. Mesmo que não atinja o alvo, você saberá corrigir sua pontaria da próxima vez.
Se não arriscar, jamais saberá quais as mudanças que eram necessárias.
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CADA COISA EM SEU LUGAR.


A festa reuniu todos os discípulos de Nasrudin. Comeram e beberam por muitas horas, e conversaram sobre a origem das estrelas. Quando já era quase madrugada, todos se prepararam para voltarem as suas casas.
Restava um belo prato de doces sobre a mesa: Nasrudin obrigou os seus discípulos a comê-lo.
Um deles, porém, se recusou.
“O mestre está nos testando” disse. “Quer ver se conseguimos controlar nossos desejos”.
“Você está enganado”, respondeu Nasrudin. “A melhor maneira de dominar um desejo, é vê-lo satisfeito. Prefiro que vocês fiquem com o doce no estômago – que é seu verdadeiro lugar – do que no pensamento, que deve ser usado para coisas mais nobres.”
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A DOAÇÃO.


A encarregada de uma igreja já ia fechar as portas do templo, quando uma mulher chegou, pedindo um pouco de azeite para o jantar de seu marido.
A encarregada lembrou-se que só tinha azeite necessário para o jantar do padre.      “Não tenho o suficiente”, respondeu.
Quando o padre chegou, ela comentou o que havia acontecido. O padre ficou furioso; exigiu que fosse entregar o azeite para a vizinha.
Ela recusou-se, dizendo: “está escrito no evangelho: estejais preparados, pois ninguém sabe a hora em que o noivo chega”.
O padre respondeu: “quando o assunto envolve caridade com o próximo, não precisamos agir de acordo com o que está escrito”.
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